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Compreender a mente e o conhecimento

Compreender a Mente e o ConhecimentoMiguens, Sofia. Compreender a mente e o conhecimento. Porto, FL–UP, 2009, 421 pp. ISBN: 978-972-8932-50-3. ISSN: 1646-6527.

Compreender a mente e o conhecimento é um propósito subjacente a tudo o mais que se pretenda fazer em filosofia. Disponibilizar um trajecto possível para a exploração de questões relativas à mente e ao conhecimento correspondente àquilo que tem sido a minha prática na Faculdade de Letras da Universidade do Porto desde 1996, tendo por um lado a teoria da mente e do conhecimento, tal como ela se apresenta contemporaneamente, e por outro lado a história da filosofia do conhecimento, foi a ideia subjacente à reunião dos textos deste volume. Estes textos, que tiveram uma vida anterior, na sua maioria na Internet, tratam sobretudo de temas e autores contemporâneos. Pretendi com a Introdução que lhes acrescentei exemplificar a comunicação que penso existir entre os tópicos e autores tratados e a história da filosofia, em particular autores como Descartes, Hume e Kant. Espero assim continuar, relativamente à filosofia do conhecimento, o trabalho que iniciei com o manual de filosofia da linguagem, publicado em 2007.

Será que a minha mente está dentro da minha cabeça?

Miguens, Sofia. Será que a minha mente está dentro da minha cabeça? Da ciência cognitiva à filosofia (ensaios). Porto, Campo das Letras, 2008, 271 pp. ISBN: 978-989-6253479.

Os ensaios e entrevistas reunidos neste livro procuram compor uma imagem da história da filosofia do século xx. Através de autores como W. V. Quine, J. Fodor, D. Dennett, D. Davidson e J. McDowell é examinado o tratamento da questão das relações pensamento-mundo, em particular quando tais relações foram pensadas a partir do imperativo quineano de naturalização. Dá-se especial atenção às dificuldades encontradas pelos projectos saídos desse imperativo e às discussões sobre aparência e realidade, realismo e anti-realismo que eles geram ou recalcam. A tentação de olhar para dentro da cabeça de cada um de nós em busca do mental altera-se na distância que separa autores como J. Fodor e D. Dennett de autores como D. Davidson e J. McDowell. A expressão ‘da ciência cognitiva à filosofia’ significa isso mesmo: os escritos aqui reunidos revelam um percurso que começa com autores mais próximos da ciência cognitiva chegando a outros que marcam claramente a fronteira entre filosofia e ciência cognitiva.

Filosofia da linguagem – Uma introdução

filosofiadalinguagem

Miguens, Sofia. Filosofia da linguagem – Uma introdução. Porto, FL–UP, Colecção CAP-FLUP, 2007, 294 pp. ISBN: 978-972-8932-28-2. (2ª edição: 2012)

O presente manual de Filosofia da Linguagem é um dos resultados da leccionação da disciplina na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Constitui uma introdução aos estudos contemporâneos nessa área e é dirigido a estudantes de filosofia mas também a todos aqueles que se interessam por questões relativas à linguagem. A questão geral tratada é a das relações entre o pensamento, a linguagem e o mundo. Ao mesmo tempo é proporcionada uma iniciação ao pensamento de alguns dos mais importantes teóricos contemporâneos da linguagem (N. Chomsky, G. Frege, B. Russel, L. Wittgenstein, J. Austin, J. Searle, W. V. Quine e D. Davidson).

Racionalidade

Miguens, Sofia. Racionalidade. Porto, Campo das Letras, 2004, 215 pp. ISBN: 978-972-6108580.

A questão da racionalidade, da avaliação do pensamento pelo pensamento, é uma questão antiga e um terreno tradicional da filosofia: é difícil, ou mesmo impossível, nomear um filósofo que não tenha pensado sobre os princípios que guiam a forma como pensamos e como agimos. O que é novo é a forma como essa avaliação pode e deve ser feita considerando dados da ciência cognitiva. O que se procura, de qualquer forma, com uma teoria da racionalidade é (i) uma descrição ou caracterização dos factores em jogo nas ocasiões em que agentes passam de determinadas crenças para outras crenças, adicionam ou eliminam crenças do seu corpo de crenças, ou optam, a partir de um conjunto de crenças e desejos, por um curso de acção por entre várias alternativas, (ii) um conjunto de hipóteses acerca da forma como decidimos entre critérios de correcção quando falamos da justificação ou racionalidade de crenças e acções, (iii) um conjunto de hipóteses acerca das razões por que queremos saber (se de facto queremos) se as nossas crenças são verdadeiras e os nossos raciocínios e acções racionais. (do Projecto de Investigação Rationality, Belief, Desire – motivation to action from the viewpoint of the theory of mind)

Uma Teoria Fisicalista do Conteúdo e da Consciência – D. Dennett e os debates da filosofia da mente

Uma Teoria Fisicalista do Conteúdo e da Consciência

Miguens, Sofia. Uma Teoria Fisicalista do Conteúdo e da Consciência – D. Dennett e os debates da filosofia da mente. Porto, Campo das Letras, Colecção Nous, 2002, 596 pp. ISBN: 972-610-653-2.

O crescimento explosivo da ciência cognitiva é importante para a filosofia. Mesmo que o estudo científico da mente e da cognição possa ser considerado como a invasão de um terreno tradicionalmente filosófico, o que se verifica é que a ciência cognitiva é em grande parte filosofia redescoberta. (É isso que se procura mostrar com o estudo da obra de Daniel Dennett que aqui se apresenta)